Palavra da vez: Heimweh

Eu sou, ou sempre fui um poço de energia.

Sou daquele tipo de pessoa que consegue  ou conseguia fazer várias coisas ao mesmo tempo, precisa ou precisava de poucas horas de sono pra acordar disposta e por mais atribulada que fosse a rotina sempre fui ou era a mais agitada do grupo.

Mas tudo isso parece que está se tornando cada vez mais raro desde que comecei a viver de forma mais dinâmica aqui na Alemanha. ” Viver” em outro idioma, com outro clima, parece estar drenando não só minha energia física como também a mental.

Um dia desses parei enquanto escovava os dentes, simplesmente porque esqueci o que eu estava fazendo e quando me lembrei ( um bom tempo depois, por sinal) não sabia como continuar. Tiltei apenas!

Uma coisa tão simples, apenas levar uma escova pra cima e pra baixo ou de um lado pro outro e meu cérebro nao conseguia executar.

Hoje estou pelo segundo dia consecutivo de cama em casa, gripada até o último grau e com a mesma energia de uma pilha do Paraguai. Estoy esgotada!

Desde o ano passado minha médica já tinha me alertado sobre uma deficiência grave de vitamina D, que principalmente no meu caso por ter a pele escura, poderia ser agravada durante esse inverno infernal daqui onde o Sol mal aparece. Ainda conversamos sobre a minha insônia, falta de concentracão ( que foi um choque pra alguém que sempre se achou por ser multitarefa), apatia, entre outros mimimis.

– Quanto tempo a senhora não vai pra casa, Frau Pereira? – ela me perguntou com pesar.

A minha médica é um amor de pessoa, e eu preciso frisar isso, porque é muito raro um médico aqui ter uma relacão de proximidade e empatia com paciente. Mas eu dei muita sorte, porque desde que tive minhas pedrinhas na vesícola ela tem cuidado de mim com todo carinho e atenção e talvez só por causa dela eu ainda não tenha entrado na faca! Olha a faca!#saudadeszorratotal#mentira

Conversamos sobre o tempo que eu não ia pra casa, das dificuldades que eu tinha encontrado por aqui, sobre o excesso de trabalho que eu andei acumulando. Sim, porque eu olho grande, na fome do dinheiro e independência andei trabalhando mais do que podia, devia, queria e tidos os ias que couberem aqui.

E com isso veio o diagnóstico: Você tem Heimweh, Frau Pereira!

Heim= Casa, Lar e Weh= dor

Dor de casa? hahahahaha

Não exatamente, mas foi uma palavra construída para especificar a saudade que se tem de casa, especialmente do país.

– Tem tratamento, doutora?

– Claro que tem! Quando a gente mora longe de quem amamos, mesmo que estejamos muito felizes, o nosso corpo inconscientemente vai acumulando a saudade, a falta do que é comum pra nós, o impacto do que é estranho na nova realidade e isso tudo vem à tona através de sintomas físicos.

Mas no fim é só saudade mesmo e o único tratamento é matar essa saudade de casa!

varanda blog

E eu pensei na saudade do cheiro da comida da vizinha, saudade da conversa na fila do ônibus, das amizades instantâneas feitas em supermercados, de conhecer a prima do primo do amigo do conhecido do namorado da sua amiga que foi pra sua festa sem ser convidada mas que você adorou, saudade dos sorrisos grandes e gratuitos do dia a dia, saudades da Belinha ( cachorrinha da minha amiga) que todo dia de manhã sujava meu uniforme pra me dar bom dia, saudade da mãe, saudade do pai, saudade dos amigos, saudades do Brasil, saudades de coisas que eu às vezes nem sei o que são, só sei que sinto falta…

Mas se perguntassem se eu quero voltar, eu diria não.

Não porque gosto mais daqui e também não  porque não gosto de lá.

Gosto simplesmente dos dois lugares e se pudesse moraria no meio do caminho só pra não ter que decidir.

Enquanto muita gente se maravilha com as coisas que eu faço por aqui ( mas sem nem cogitar se teve algum esforço pra realizar ou se morando aqui não é tao difícil assim de fazer), dizendo que você vai ficar metida, gente que se pergunta porque você não se veste ” mais chique” já que mora fora, etc, etc, etc…

feijoada blog

E enquanto isso eu, e acho que a maioria de nós que tá aqui ou em outro lugar desse mundão, só sonha com um feijão fresquinho e bem temperado, um guaraná gelado ,uma semana com temperatura estável e um céu bem azulzinho e poder estar presente quando as pessoas que você ama fazem aniversário, passam em provas, se casam, se separam, nascem ou simplesmente estar perto quando você quiser .

Já dizia Tom Jobim ” Morar fora é bom, mas é uma merda. Morar no Brasil é uma merda, mas é bom”

O que só demonstra que morar, viver, ser feliz em qualquer lugar desse mundo não é fácil, seja ele nosso país de origem ou não.

Tem um poeminha do mesmo Tom Jobim que acho que descreve muito esse sentimento …

Morar Fora – Tom Jobim

Não é apenas aprender uma nova língua.
Não é apenas caminhar por ruas diferentes ou conhecer pessoas e culturas diversificadas.
Não é apenas o valor do dinheiro que muda.
Não é apenas trabalhar em algo que você nunca faria no seu país.
Não é apenas conquistar um diploma ou fazer um curso diferente.
Morar fora não é só fazer amigos novos e colecionar fotos diferentes.
Não é só ter horários malucos e ver sua rotina se transformar.
Não é só aprender a se virar, lavar, passar, cozinhar.
Não é só comer comidas diferentes, pagar suas contas e se preocupar com o aluguel.
Não é só não ter que dar satisfações e ser dona do seu nariz.
Não é só amar o novo, as mudanças e também sentir saudades de pessoas queridas e algumas coisas do seu país.

Não é apenas já saber que é alguém do Brasil ligando quando toca seu celular e aparece numero privado.
Não é só a distância.
Não são apenas as novidades.
Não é só uma nova vista ao abrir a janela.
Morar fora é se conhecer muito mais…
É amadurecer e ver um mundo de possibilidades a sua frente.
É aceitar desafios constantes.
É se sentir na Terra do Nunca
É querer voltar e não conseguir se imaginar no mesmo lugar.
Morar em outro pais é se surpreender com você mesmo.
É se descobrir e notar que na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem: Você mesmo!

E você? Também tem Heimweh de vez em quando?

O que você faz quando a saudade bate?

Me conta nos comentários!

Um beijo bem grandão e uma abraço de Tamanduá Bandeira, porque esse post tá cheio de brasilidade!

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35 comentários sobre “Palavra da vez: Heimweh

  1. Andressa daniel 6 de março de 2014 / 13:52

    saudades

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  2. Donna Du Timer 6 de março de 2014 / 15:34

    Eta que chorei … As vezes nos sentimos assim, mesmo sem sair do país,Pam… eu por exemplo sofro desde menina de uma saudade inexplicável, como se eu estivesse longe de algo ou alguém que deveria estar perto…como se estivesse no lugar errado…Vai entender!
    Parece que no seu caso, vc tentou ‘enganar a saudade’ se mantendo muito ativa, mas não esqueça de escutar seu corpo…
    (ouvi dizer que aquelas máquinas de bronzeamento ajudam,nos países nórdicos nessa questão da vit. D. Quem sabe te ajuda?)
    Mas te desejo melhoras,pequena,se cuida pra logo poder sanar essa saudade da terrinha!

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    • pammiksch 7 de março de 2014 / 17:52

      Pensa num abração bem apertado! Pensou?
      Acabei de tar um!!
      Acho que você tem razão eu me ocupei pra não pensar muito nisso e depois nao aguentei o excesso de carga!
      mas agora tô desacelerando aos poucos e me organizando pra ir pro Brasil o quanto antes!
      Muito, muito obrigada pelo carinhos e por essas palvras que iluminaram meu dia!
      Um beijo bem grande

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      • Donna 7 de março de 2014 / 19:09

        Own,mas ki-diliça! Bom saber que te animei, Pam!

        Recebi seu abraço forte (bom, mt bom!) e te mando o meu: um abraço de um ursinho panda procê!
        Ó, já deu pra sentir que vc tá melhorando, já está fazendo planos pra essa saudade marvada acabar,Kibom! É isso aí, num dá mole prela naum!

        §(°=°)§ Bjokas!

        Donna.

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  3. Lu 6 de março de 2014 / 16:52

    Pam,
    adorei seu post. Vamos criar a Brasilanha, uma terra no meio do caminho entre Brasil e Alemanha 🙂
    Olha, aqui o sol tem brilhado bastante, apesar das temperaturas baixas. Isso ajuda a elevar os níveis de vitamina D. Então, agasalhe-se e pra rua já!
    Fora isso, acho que uma festinha brasileira ajuda, sabe? Tem música, dança, comidas e bebidas brasileiras, além de gente que divide esse background de ser expatriada do Brasil. Não sei… acho que vale a pena tentar.
    Beijo grande,
    Lu

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    • pammiksch 7 de março de 2014 / 17:54

      Lu, se conseguimos criar, vai ser o país mais populoso do mundo! hahahaha
      Esse fim de semana vou numa Churrascaria em Köln pra comer comida de casa !
      Assimq ue souber de alguma festinha vou correndo pra lá!
      Muito obrigada pelas dicas e pelo carinho!
      Que bom que meu blog atrai tanta gente bacana pra vir me ajudar! XD
      Um beijo bem grande

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  4. CASSSSSSSSIA 6 de março de 2014 / 19:55

    Ah essa saudade. Que tenho de matar só com aquela receita da mamae ou com a familia pelo Skype…. Toma um Café e sabe, um die conversamos pelo Skype tbm, bejoka tchau tchau

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    • pammiksch 7 de março de 2014 / 17:56

      Esse fim de semana, o menu será todo verde e amarelo, Cá!
      Brigada pelas dicas, minha linda!
      vamos marcar um skype sim, com certeza!
      Vou amar!!
      Beijão

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  5. kadriguez 6 de março de 2014 / 19:59

    Oi Pamela, tudo bem?
    Amei seu blog de paixão(gostar de Helloween e heavy metal já é bem mais de meio caminho andado pra ganhar meu coração hahaha).
    Parabéns pela simpatia e ótimos textos!

    Referente à esse texto:
    Li e tive que ler duas vezes, me emocionei muito!
    Não é fácil…acabamos sempre nos sentindo deslocadas, seja aqui, seja lá.
    O negócio é tentar viver um dia de cada vez, desabafar e tentar matar a saudade pra ela não nos matar, né?

    Beijão

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    • Ana 6 de março de 2014 / 20:40

      te entendo, sofro do mesmo mal. O negócio é tomar vitamina D para evitar a depressao sazonal, muito comum nesses lugares frios. No inverno eu tomo Centrum woman todo dia. Esse prato de feijoada com guaraná foi para judiar hein? Estou há 2 anos sem ver isso, deu até água na boca. Esse negócio de vestir mais chique por aqui é muito brega, conforto em primeiro lugar, nem existe roupa chique para -35°C rsrsrs. Bjo

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      • pammiksch 7 de março de 2014 / 18:06

        Ana, desculpa pela foto da feijoada! hahahahah
        Se te serve de consolo, ela nem é atual, foi a última feijoada que comi antes de vir pra cá! Foi só pra simbolizar mesmo!
        Já vou anotar essa dica do Centrum pro inverno do ano que vem!
        E essa coisa de andar chique, é o povo de cabecinha quadrada do lado de lá que reclama que só uso tênis e não me ” emboneco” por aqui!
        e sinceramente eu adoro o clima informal e democrático da moda qqui, todo mundo usa o que quer e ninguém liga!
        E viva a liberdade de ser simplesmente casual! Eu amo!
        Um beijo bem grande e brigadão pelas dicas!

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    • pammiksch 7 de março de 2014 / 18:56

      Awnnn Ka!! Posso dizer que a paixao foi recíproca!Também amei o seu e já estou seguindo!
      No fim de semana vou ler, pra te conhecer um cadinho mais!
      Muito obrigada pelo carinho!
      Enquanto a saudade machuca aqui um pouquinho, a gente vai amenizando com essas palavras super carinhosas que eu tenho recebido aqui e do pessoal á de casa também!
      Um beijo bem grande!

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  6. pipocacrua 7 de março de 2014 / 11:05

    Sabe o que eu faço quando estou assim? Cozinho feijão e preparo com bastante alho. Vale também preparar brigadeiro. Mas quando a saudade aperta MESMO eu começo então a planejar minhas ferias no Brasil e reservar passagem mesmo que ainda faltem vários meses… ter um data para a saudade acabar me faz ficar mais feliz! 🙂

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    • pammiksch 7 de março de 2014 / 18:27

      Sabe que você me deu uma excelente idéia!
      mas eu nao vou cozinhar não, vou num restaurante tipo rodízio que tem na cidade vizinha e vou me acabar amanha!
      Já o brigadeiro tô pensando em fazer hoje!
      Hmmm… você me deixou cheia de idéias e cheia de fome também, viu??
      Muito obrigada pelas dicas!
      Já estou tentando achar uma data e um preço bom pra ir voando pra casa!
      Um beijo ebm grande

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  7. Paula Oliveira 7 de março de 2014 / 15:27

    Minha vida anda tão louca que eu fico culpada por não ter tempo de ler os blogs que gosto. Daí passei aqui só pra dar uma “espiadinha” e não consegui parar de ler esse texto.
    Homesick. Assim chamamos em inglês. Mas no fim é tudo igual, não é? É uma merda não poder estar com quem amamos ou onde queremos (e com quem amamos nesse lugar). Vc falou que a saudade vai se acumulando em nosso corpo e me deixou pensativa. Será que ainda tem espaço em mim?
    Eu morro de vontade de sair do Brasil. Esse país me estressa, me desanima… Mas no fundo eu sei que sentirei infinitas saudades caso isso ever aconteça. Clima estável é o que mais adoro nesse país louco rs.

    Pam, cuida de vc mesma. Com a saúde não se brinca… Mas olha, quando puder, assim que puder, vem estar com quem te ama. Por um tiquinho que seja. Sei que não é fácil, mas como diz meu namorado pra mim, toda vez que fico triste de saudades dele: hang in there, hon.

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    • pammiksch 7 de março de 2014 / 18:51

      Ô minha menina, fique assim nao!O importante é você vir quando você puder!
      Já fico feliz só de saber que você tirou ainda um tempinho pra vir aqui mever! ^^
      Mas a saudade quando bate, dói pra caramba!
      Cê sabe como é né?
      Tô me cuidando sim, amiga! pode deixar!
      E assim que der tô indo pra casa ver meus amores!
      Mas que bom que tenho você aqui pra me dar uma força! Brigada mesmo!
      Um beijo bem grande menina linda! *-*

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  8. Eve 9 de março de 2014 / 22:07

    que post fofo… cheio de coisinhas suas, de casa, do Brasil…
    Mas, ó, essa coisa da Vit. D é sério mesmo. Eu tomo há quase dois anos e ainda assim nao está no nível normal. Ta no quase… A gente, acostumada com tanto sol, entra em outro “modus operandi” e faz mais falta ainda.
    Melhoras!

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    • pammiksch 24 de março de 2014 / 21:33

      Eveeeee! *-*
      Antes de qualquer coisa, me desculpe a demora pra responder!
      Mas acontece que fora essa vibe pra baixo, ainda calhou do pc escangalhar!
      Ou seja, preciso de uma banho de sal grosso! hahahaha
      Tô tomando vitamina D direitinho e aproveitando o dia sempre que rola um solzinho!
      Tá fraquinho por aqui, mas cada dia clareando um cadinho mais!
      E aí pra cima? Tudo azul?
      Um beijo bem grande, lindona!

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  9. Ana 11 de março de 2014 / 14:26

    Pam, eu tenho Heimweh do momento em que acordo até a última piscada antes de cair no sono. As vezes, nos meus sonhos, também tenho e acordo com o olho molhado…
    Comigo sempre será assim, eu sempre vou sentir saudade. Da minha mãe e da comidinha deliciosa dela, dos meus meninos, das comidinhas boas que só é gostoso comer por lá, enfim…seria uma lista infindável. Mas assim como você, a saudade que sinto não me impulsiona a querer voltar, até porque quando estou lá, tenho um enorme motivo pra sentir saudades daqui ♥!
    Se cuida, coração! Espero que já esteja melhor da gripe!
    Um beijão,
    Ana

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    • pammiksch 24 de março de 2014 / 21:41

      Aninhaaaa! *-*
      Amiga, você sagitariana e 100% coraçao, me entende perfeitamente!
      Enquanto isso tô aqui juntando os milhões (not) e fazendo o possível pra ir pra casa o quanto antes!
      Tô me cuidando, tomando vitamina D, a gripe sarou e … pasme : vou entrar na academia!
      Eu que sempre pratiquei sedentarismo de alto impacto, vou me aventurar na Mac Fit da vida!
      Eu espero que isso não mude alguma lei física do planeta, porque vai ser um milagre! Hahahaha
      Mas tô precisando gastar energia de alguma outra forma que não seja trabalhar!
      Brigada pelo seu carinho e seu apoio sempre, amiga!
      E desculpa a demora pra responder aqui e dar uma olhada lá no seu cantinho, mas pra completar o nosso quadro, o computador resolveu tiltar por quase duas semanas!

      Um beijo amiga!
      Beeeem grande!

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  10. Re Vitrola 11 de março de 2014 / 23:27

    Ai Pam, seu post me deixou com o coração apertado. Eu não sei o que acontece no lugar onde a gente nasce, ou vive por muito tempo. Cria um raizinha. Parece que fomos programados para sentir saudade (assim como você sentiria daí se fosse para outro lugar). Acho que temos que ensinar nosso coraçãozinho que lar é onde temos alguém que nos ama, que cuida da gente, e que ele pode ser em vários lugares, pode ser dividido. Somos muitos, para se ter apenas um lar. Um lar é pouco. Espero que você sinta cada vez mais que um pedacinho daí também é seu lar. E se cuida, viu? Importantíssimo. Nada de Pam dodói.

    Um beijo,
    Re

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    • pammiksch 24 de março de 2014 / 21:45

      Ai Re, eu tô realmente fazendo o possível pra me acostumar e acostumar o coração com as mudanças.
      Mas é exatamente como você disse, se eu não morasse mais aqui, também sentiria falta de alguma forma!
      Nunca fui uma pessoa que teme mudanças ou tem dificuldade de adaptacão, mas eu sou muito nostálgica e minha cabeça tá sempre perdida em algum lugar ou lembrança de um tempo que já passou!
      Eu tenho Heimweh constante, tenho até das coisas e lugares que ainda nem vi!^^
      Mas pode deixar que tô me cuidando direitinho e já tô quase boa!
      e desculpa a demora pra responder, mas meu pc tava de caozada! –‘
      Um beijo enorme e cheio de saudades!

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    • pammiksch 16 de março de 2014 / 20:02

      Oi Maria!
      O prazer é todo meu em te conhecer!
      Tô muito feliz em ter contato com todos que estão participando do amigo oculto!
      Tenho certeza que vai ser muito bacana e divertido pra nós!
      Um beijo bem grande, um lindo domingo e uma semana maravilhosa!

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  11. Vânia 18 de março de 2014 / 13:13

    Pam! Chorei com esse post e me identifiquei em todas as passagens. Desde a falta de vitamina D, as saudades, as coisas simples da vida e até esse turbilhão de sentimentos que sentimos por estar dividida entre dois países. Mas sou como você, estou feliz onde estou e quero continuar seguindo em frente.

    Mas o mais importante nesse momento mocinha é se cuidar e voltar a ter uma saúde de ferro, nem que para isso você tenha de comer feijão todos os dias.

    Beijos.

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    • pammiksch 24 de março de 2014 / 21:48

      Vaninha!!!
      * Pam dando um abraço de quebrar costelas na Vania*
      Antes de qualquer coisa, desculpa a demora pra responder, mas pra completar ainda fiquei sem pc nas últimas semanas!
      Mas li seu recadinho no celular e me ajudou a melhorar um cadinho!
      Tô tomando vitamina D e aproveitando pra fazer a fotossíntese sempre que o Sol aparece!
      Ainda nao tô 100% porque essa mardita gripe realmente me arriou, mas tô quase boa!
      Muito obrigada por ser sempre esse amor de teimosa, viu?
      Te adoro!!
      Beijões!!

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  12. Gigi Nonono 20 de março de 2014 / 15:03

    Nossa que relato emocionante, nao consegui impedir que as lágrimas viessem… Vc resumiu tao bem um sentimento que é comum a nós todos “despatriados”. Lindo!
    Aqui em Frankfurt o céu tá azulzinho como vc descreve, perfeito para recarregar a Vitamina D….. Abracos e espero que a gripe já tenha ido embora 🙂

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    • pammiksch 24 de março de 2014 / 21:52

      Oi Gigi!!!
      Desculpe a demora pra responder,viu? Isso nao é comum aqui no blog não, mas fora a gripe e tudo mais, ainda calhou do meu computador tiltar e eu fiquei isolada e sem internet nas ultimas semanas! Acho que passei uns vírus pra ele! #baduntss
      Aqui em Bonn o tempo tem oscilado muito, dias lindos e dias horrosos é o qtemos enfrentado por aqui!
      Mas pelo menos o casacão d einverno já tá guardado! XD
      Muito obrigada por sua mensagem cheia de carinho!
      Eu ainda não tô 100% dessa gripe/alergia, mas com certeza você me ajudou muito só de ter vindo aqui deixar essas palavras!
      Um beijo beeem grande!

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      • Gigi Nonono 25 de março de 2014 / 21:19

        Imagina, desculpas de que…fico feliz que tenha respondido <.9 Pois é, o tempo aqui tambem tá maluco (Alemanha né?); ontem até nevou aqui onde moro, há uns 20 Km de Frankfurt – mesmo depois de termos tido 20° Graus na semana passada!!!!!
        Será q vc nao está alergica ao pólen? Gute Bessesung,
        Gigi

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      • pammiksch 29 de março de 2014 / 10:33

        Gigi, eu tô achando que é exatamente alergia ao pólen , porque essa sensação de ” gripe” não tá passando e meu nariz e meus olhos estão sempre irritados!
        Vou ver com a minha médica se isso confere!
        Acgo muito doido que tenha nevado aí em Frankfurt, enquanto aqui não tivemos uma nevezinha seuqer! também queria! =/
        Brigada pelo carinho, lindona!
        Bom fim desemana pra ti aí!
        Espero que o Sol apareça!
        Beijões

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  13. Nely 2 de abril de 2014 / 14:15

    Oi! 🙂 Cheguei no teu blog através do blog da Ana e adorei o que li por aqui!
    Escolhi esse post para comentar pq é um assunto que me toca muito também.
    Morro de saudades, alimento nostalgias seja quando estou aqui em Milão seja quando vou lá no RJ.
    Como vc disse, seria perfeito se houvesse um meio do caminho, com todas as nossas pessoas queridas juntas e todas nossas lembranças abraçando a gente!
    Beijinhos e continuarei por aqui no teu bloguitcho 😉 Aproveita o solzinho de primavera que vem amenizar esse sufoco todo!

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    • pammiksch 6 de abril de 2014 / 18:46

      Oi Nely!!
      Antes de qualquer coisa seja muito bem-vinda! Aqui a casa é sua, viu?
      Esse tema pra nós expatriados é sempre um convite a nostalgia e sonhar acordado!
      Sem contar uma tristezinha básica também, né?
      O que mais me impressiona é como morar fora acaba mudando a nossa percepção de lar.
      No nosso ” novo país” não conseguimos nos sentir 100% em casa e nosso país de origem, por mais que estejamos já habituados, quando voltamos nos sentimos verdadeiros estrangeiros. Complicado, né?
      Mas a gente vai tocando e tentando tirar o melhor de cada lugarzinho!
      Espero muito que você fique mesmo por aqui, vou adorar!
      Muito obrigada pelo carinho e logo mais eu venho com outras novidades pra gente conversar!
      Um beijo bem grande e uma semana linda pra você!

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  14. joanafelix18 26 de setembro de 2014 / 18:09

    Oi! Cheguei agorita em teu blogue! fiquei sabendo deles através da tua participaçao no canal da Cris. Estou adorando cada palavra que vc escreve.
    A saudade….sou portuguesa mas estou morando na Espanha e nunca na minha vida imaginei sentir algo tao forte como o sentimento a que chamamos saudade. Chorar daquilo que deixamos, do que abdicamos…mas tudo conta para nos fortalecer, para nos deixar mais forte e nao me arrependo desta vida que escolhi.
    Costumo dizer que onde se está bem mesmo é a meio caminho, no aviao (meu meio de transporte).
    Enfim, tudo sito, só para agradecer as tuas palavras querida.
    beijoooo desde Madrid

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    • pammiksch 10 de outubro de 2014 / 19:58

      Oi Joana!
      Nossa que mensagem mais carinhosa!
      Eu que tenho que agradecer por esse comentário tão querido!
      Desculpa a demora pra responder!
      Espero te ver muitas vezes aqui no blog!
      Um beijo bem grande! ❤

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