Quer pagar quanto?

Eu sei que o ponto forte aqui do blog, se é que posso dizer é isso, é o meu senso de humor.

E eu realmente procuro tirar da pior situação, algo ao menos proveitoso, engraçado, poético, ou pelo menos uma lição. Porém hoje, pela primeira vez eu tenho algo não tão feliz pra compartilhar aqui.

Há exatamente uma semana atrás eu comecei meu novo curso de alemão, nível B1 ( ah,muleke e zás) que agora fica num prédio diferente do anterior, o que exige que eu acorde mais cedo e tenha que andar um pouco mais até a escola.

Primeiro dia de aula, calculei mal o tempo e cheguei 15 minutos atrasada pra aula.

Ah, mas beleza! Não, beleza nada!

Aqui como todo mundo sabe ou pelo menos já ouviu falar, atraso não é tolerado, nem mesmo com justificativa. Fica aquela tensãozinha, um climinha, mas depois quem esperou por você ( no meu caso os colegas e a professora) acaba deixando passar.

No dia seguinte, saí 10 minutos mais cedo de casa para pegar o metrô com um pouco mais de antecedência e evitar qualquer problema.

O que eu vou relatar a seguir , eu já digo de cara que não é regra, pois até hoje eu nunca tinha passado por algo tipo na Alemanha. Mas como diz o ditado : Merda tarda, mas não falha!

7:50 da manhã

Cheguei apressada na estação de metrô já que eu não tinha a menor idéia do horário do mesmo, e estava acostumada a embarcar em outro espaço de tempo.

Eu e o trem chegamos exatamente no mesmo horário, o que não me deixou tempo o suficiente pra comprar o bilhete antes de embarcar. Pensamento brilhante e óbvio : vou comprar no trem!

Aqui qualquer serviço de transporte público ( exceto algumas linhas de ônibus) disponibiliza máquinas de auto-atendimento para os clientes, facilitando ( ou não) a vida no mesmo no dia a dia, evitando filas e etc.

Não precisa ir num guichê nem nada pra comprar seu bilhete, é só comprar sozinho, embarcar, esperar o controle de passageiros e ser feliz até o fim da viagem.

Ok, voltemos ao ” vou comprar no trem” e o foi o que eu rapidamente fiz, porque se você quer um exemplo de imigrante cagona, que tem medo de qualquer tipo de confusão ou mal-estar no atual país estrangeiro onde mora, esse exemplo sou eu. Então todo santo dia que eu embarquei com meu bilhete devidamente comprado, ou comprei no exato momento em que adentrei o vagão, exatamente como eu fiz nesse fatídico dia, ou pelo menos tentei.

Saquei minha notinha de cinco e imediatemente percebi que a máquina não aceitava notas, apenas cartões ou moedas .E foi no exato momento que eu peguei minha bolsinha vermelhinha, recheada de moedas que eu insisto em rejeitar, mas que naquele momento eram a minha salvação para comprar o meu bilhete… e foi exatamente nesse momento, mais ou menos um minuto após eu ter embarcado no trem, que ele entrou.

Ele, era o controlador, o homem responsável em se certificar de que todos estão sendo corretos em seus deveres como cidadãos e pagando suas respectivas passagens para fazer uso dos serviços da empresa que ele representa.

Este mesmo homem, com um trabalho de tamanha importância, percebendo que eu estava em pé em frente a máquina para compra de bilhetes, ignorou um vagão inteiro com pouco mais de uma dezena de pessoas e se dirigiu diretamente a mim com a seguinte pergunta.

– O seu bilhete ,por favor?

Do alto da minha brasilidade, eu sorri pra ele e mesmo que já fosse mais do que óbvio, informei que eu estava comprando naquele exato momento.

E o que se seguiu foi apenas um sorriso muito cínico pra não dizer malvado e uma outra leva de olhares de reprovação e curiosidade.

– Me dá o seu Personalausweis ( carteira de identidade)!

– Eu estou comprando o meu bilhete…

– O seu Personalausweis! – voz alterada

– Eu…

– O seu Personalusweis ( esse “seu” me chamando de DU mesmo, coisa que numa interação desconhecido x desconhecido aqui, eu nunca tinha visto)

Ele foi pra um cantinho, fez umas anotações, me perguntou onde eu tinha embarcado e eu com muita dificuldade, pois meu pobre alemão sumia do meu cérebro a cada olhar perfurante que eu recebia, respondi que tinha acabado de embarcar na estação anterior.

Num ato de quase desepero, perguntei pra uma garota loira que sentava de frente pra mim e tinha me visto embarcar, se ela não poderia dizer pra ele que eu estava de frente pra máquina o tempo todo, que ela tinha me visto acabar de entrar no trem.

Como resposta, ela deu uma jogada de cabelo cinematográfica e virou o rosto para outra direção.

Sem mais o que fazer, eu me sentei. Minha cabeça tinha ficado totalmente pesada e atrapalhada, eu me sentia um rádio que não consegue sintonizar as estações corretamente. Eu percebia o que acontecia, eu via as pessoas comentando e me encarando, e eu sabia o que elas falavam, mesmo que agora eu não ouvisse direito e nem conseguisse entender mais nada. A garganta já foi fechando e a coriza já tinha achado o caminho do meu nariz: eu ia chorar.

Não faça isso! – Uma voz falou na minha cabeça e eu a ergui imediatamente.

Eu não tinha feito absolutamente nada e ficava relembrando todos os meus passos anteriores até ali, tentando buscar onde foi que eu tinha errado pra estar passando por aquilo.

Quando nós não somos maioria ou ao menos a parte maior de algo, é muito comum abraçar qualquer tipo de culpa ou estigma jogado sobre nós, mesmo que estejamos certos em todos os sentidos.

Não sei quanto tempo levou, talvez uns cinco minutos entre ele discutir o assunto com outros quatro controladores e enfim vir até mim com a dolorosa multa.

40 Euros gente, 40 euros por estar no lugar certo, fazendo a coisa certa, na hora errada.

Exatos R$ 118, 35  na cotação de hoje.

Eu não julgo que esse tipo de penalidade seja errada, porque acho que se ela existe é porque uma grande quantidade de pessoas causa um prejuízo na empresa por não fazer a coisa certa.

Mas eu apenas me pergunto, que tipo de controle a empresa fez no trem, enquanto todos os outros controladores se ocupavam apenas comigo e outras pessoas embaracavam e desembarcavam entre as estações?

O controlador disse que era muito feio fazer esse tipo de coisa, que era desonesto, me perguntou qual seria a estação que eu iria descer e eu respondi que seria na estação central.

– Você tem que descer na próxima estação, ok?

Mas já tomada por um ódio, vergonha, vontade de quebrar tudo, respondi.

– 40 euros é o suficiente pra eu ir até lá, ODER?

E eles saíram.

Desci na estação com medo, achei que tinham chamado a polícia pra me esperar e o caramba, mas hoje, vejo que foi apenas terror psicológico. Caminhei até o curso, sentindo todo o meu corpo dormente e quando finalmente cheguei e vi os rostos conhecidos, tudo o que eu fiz foi chorar.

Meus colegas, os quais a presença fazia o meu rosto arder de vergonha, porque eu nunca choro na frente de ninguém, mais do que prontamente me consolaram. Assim como minha professora, que  quis me ajudar, tentou ligar pra empresa, tentou me defender e num ato que me tocou muito, se desculpou comigo pelo o que tinha ocorrido.

– Eu, como alemã, me sinto envergonhada quando cada um de vocês passa por algo do tipo aqui.

E apontou pros outros alunos que olhavam pra gente.

Eu não era a única, não sou e infelizmente não continuarei sendo. E isso me fez chorar ainda mais.

Limão já avisado e cuspindo fogo, irritado de um jeito que nunca vi, imediatemente ligou pra empresa e reportou o ocorrido. Quando cheguei em casa, mandamos um e-mail com toda a situação detalhada e pedindo que alguma providência fosse tomada, afinal existiam dois lados nessa história e o nosso em questão tinha uma dívida de 40 euros nas costas.

Não tivemos nenhuma resposta, até hoje, até agora pra ser mais exata, quando uma carta finalmente chegou.

Duas páginas , onde em nenhum momento, pelo o que eu entendi, alguém naquele lugar se desculpou ou lamentou pelo ocorrido. Ao invés disso, um passo a passo quase irônico de como eu devo me portar para que isso não se repita, que eu devo passar a comprar o bilhete sempre com antecedência, ou adotar um bilhete eletrônico, ou mensal, etc, etc, etc.

Quanto a multa, houve uma redução. Ao invés de 40€, foi reduzida para 20€, o que dói menos no bolso, mas não menos no caráter ou na dignidade.

Pra mim esse desfecho foi um mea culpa, um acordo sem conversa, onde eles já taxaram que eu estou errada e ficou naquela ” nem eu , nem você” fica dezinho pra cada um.

Eu não vou entrar em detalhes de cor, porque eu não pego essa bandeira pra mim. Eu vou ser negra independente de qualquer coisa boa ou ruim que me aconteça, e independente de quem venha a gostar mais ou menos de mim por isso. E também por estudar com árabes, tailandeses,filipinos, espanhóis e tantas outras pessoas de outros lugares que já passaram por coisas semelhantes ou até piores. Se eu for atribuir qualquer  olhar, ação ou reação diferente à minha cor, eu vou passar a minha vida toda achando que alguém é preconceituoso comigo e na boa, eu não tenho tempo pra gente preconceituosa!

E não, a Alemanha não é um lugar ruim! A minha opinião em relação ao país não mudou por causa desse infortúnio e tão pouco são os alemães, que tirando uma situação ou outra como essa, sempre foram muito amáveis e cordiais comigo.

A questão é que ser estrangeiro em qualquer lugar é difícil e isso implica em muitas divergências de todos os lados. Eu não vim contar essa situação pra comover ninguém e nem falar mal de nada da minha vida aqui.

Eu apenas quero deixar o meu relato pra quem pensa em morar, visitar ou já está num outro país, para que se prepare o melhor que puder. Seja no idioma, no conhecimento geral sobre seu futuro destino, nas coisas que você precisa fazer no dia a dia, enfim, tudo que possa te deixar mais preparado e seguro pros novos desafios.

Estar atento nunca fez mal à ninguém, não é verdade?

Já dizia a minha vó, que experiência é algo que a gente passa pra frente, então eu espero que o que ocorreu comigo nunca aconteça com vocês.

Portanto,

* Bilhete sempre em mãos em qualquer transporte

* Nada de achar que é esperto, porque no meu caso, mesmo tentando fazer o correto, deu problema.

* Não arrisquem a integridade de você física ou emocional ( porque eles podem chamar a polícia e tudo mais, se quiserem) por causa de um ” calotinho”.

Que todos nós tenhamos orgulho de quem somos, de onde viemos e a razão de estarmos onde estamos hoje.

Que esse pequenos desafios nunca endureçam nossos corações diante da nova terra que escolhemos pra viver, afinal o que acontece por culpa de meia dúzia de pessoas bobas e de coração ruim, não pode cair como generalização sobre outras milhares ou milhões de outros corações bons que se alegram por você ser diferente, por ter algo pra contar, por ter algo de novo pra unir ao universo deles.

E quanto a mim, tudo isso só serviu pra me deixar mais alerta e depois de alguns dias meio pra baixo, eu me sinto mais fortalecida. Independente de qualquer coisa, eu sei que estava certa e nisso ninguém consegue mexer.

Dignidade muitas vezes é tudo que nós temos e é muito importante não perdê-la por nossa culpa e principalmente pela interferência de outros.

Eu vou pagar a minha multa, não porque concordo , aceito, ou vejo vantagem num abatimento de 50 % .

Mas pelo meu dever como cidadã e por não ter outros meios de protestar atualmente contra o ocorrido, já que pelo visto a dignidade humana, infelizmente também fica em promoção de vez em quando.

sale-sign

“Se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos.”

Millor Fernandes

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19 comentários sobre “Quer pagar quanto?

  1. Andressa Danoel 19 de setembro de 2013 / 14:57

    Nossa!! Me senti lendo um livro muito bom que você fica curiosa com a história e quer ler mais e mais. Muito interessante sua história prima, realmente não é fácil estar em um lugar diferente, ainda bem que você tem amigos e o limão pra cuidar de você. Adorei a história nem parecia que tava lendo no celular Beijos

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  2. Malu Cunha 19 de setembro de 2013 / 14:59

    Chato mesmo isso aí! Eu ia a pé pro curso de integração porque é perto daqui. E é uma pena o fato de abrir processo no tribunal de pequenas causas aqui seja tão custoso porque no Brasil, você pode abrir você mesmo um processo, pois eu acho que a empresa devia ser processada. Eu tenho ainda dois processos abertos contra faculdade por atendimento ruim e uma empresa de cursos lá no Brasil, pois estamos só aguardando o desfecho, que pode ser acompanhado por mim daqui. Então eu entendo perfeitamente quando nos sentimos injustiçados.

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    • pammiksch 19 de setembro de 2013 / 15:10

      Poxa, Mallu!
      Isso mexeu tanto comigo, que até hoje eu fico meio agitada dentro do metrô, mas vai passar!
      Pagar eu sei que não tenho como correr, porque dívida aqui é sagrado!
      Então vou pagar, mas queria muito fazer alguma coisa à respeito, pra que ninguém mais passe pelo que eu passei. Eu só pensava: Eu entendo alemão, mas e quem não entende?
      Vou me informar direito sobre isso!
      Brigada pela força e boa sorte com os seus aí, espero que tudo se resolva da melhor maneira pra você!
      Beijos

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  3. Silvia Lira 19 de setembro de 2013 / 15:18

    Pois eh… Tem sempre um espírito de porco em todos os lugares!!! A regra é: imigrante e turista tem q andar sempre correto pra escapar dessas pessoas infelizes!

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    • pammiksch 19 de setembro de 2013 / 15:21

      E às vezes nem assim, Silvia!
      Se eu tivesse de sacanagem, provavelmente não teria passado a metdade do carão que eu passei!
      Mas vida que segue, agora fica a lição pra vida!
      Tudo com toda a antecedência do mundo!

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  4. Clau 19 de setembro de 2013 / 15:43

    Que triste que você teve que passar por isto, Pam! Infelizmente existem pessoas que ainda tem muito preconceito pelo fato da pessoa ser estrangeiro, mas sao coisas que acontecem pra você aprender a se defender mesmo. No momento em que você coloca uma cara feia e se impoem, eles te respeitam, infelizmente tem que ser assim na Alemanha. A braslidade nao funciona com esse tipo de gente =(
    Já sofri algumas coisas parecidas, já chorei também. Mas no fim o que fica é só o aprendizado de como se defender contra essas pessoas que existem no mundo inteiro..ainda!! =/
    Ainda bem que vc tem o limao menina, e eu qnd só tinha eu mesma =( muito difícil mesmo.
    Ainda bem que existem dos alemaes sao legais, ne? =)
    Tudo passa, amiga, se abale com isso nao, tenho pena é de quem fez isso com você, por nao ter coisas boas no ❤
    Beijao!

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    • pammiksch 19 de setembro de 2013 / 15:55

      Clau, você se lembra a primeira vez que nos vimos, que nós conversamos? Eu falava que tinha medo desse tipo de coisa, na verdade eu tinha medo de quase tudo, né?
      E você sempre falou pra eu me impor, me erguer, senao iam montar em mim. Eu sempre segui esse conselho, mas desde esse dia, virou regra!
      Brigada pela força e pelo cuidado comigo sempre!
      Saudades, mas logo, logo cê tá por aqui de novo!
      beijo

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  5. Carol 19 de setembro de 2013 / 16:47

    Claro que seria muito fácil eu falar que são um bando de filho da puta e q esses caras tem muitos problemas desde o tio Hitler.

    Mas a vida não é assim. Infelizmente aconteceu com vc aí mas poderia ser com qualquer um aí ou mesmo aqui. Gente mal educada tem real e infelizmente em qualquer lugar do mundo. Claro que o fato de vc ser estrangeira pode ter sido um motivo pros caras “crescerem” pra cima de vc.

    O q me deixa feliz é q vc não é assim. Não é por causa de uma experiência ruim q vc vai generalizar q todos os alemães são dessa forma. Sinto muitíssimo q essa seja um momento q vc passou mas, sei q é feio pensar assim, eu tenho um pensamento pra esses casos q é quase uma praga: aqui se faz, aqui se paga. Em algum momento da vida deles eles passarão,de alguma forma, por isso tb!

    SE eu pudesse eu pegava um avião e tacava fogo no metrô e quebrava a cara deles. Fica pelo menos minha vontade =).

    Beijos!

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    • pammiksch 23 de setembro de 2013 / 19:43

      Hahahahahaha! Consegui vizualizar você falando isso!
      Deixa eles bee! lei do retorno tá aí pra isso, por isso que eu só desejo o bem pra todo mundo!

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  6. zoovox 19 de setembro de 2013 / 19:00

    Nossa chato mesmo isso, eu tb já passei perrengues absurdos e surreais com o Arbeitsamt daqui, tem coisa que literalmente é tao mesquinha que é de desacreditar.

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    • pammiksch 23 de setembro de 2013 / 19:46

      Mas foi exatemnte isso que eu senti! Descrença!
      Eu só pensava: Que raios eu tô fazendo nesse lugar?
      Mas alguma razão tem , né?
      Fora o Limão, claro! Mas tudo que eu tenho aprendido e visto por aqui e as oportunidades de conhecer tantas pessoas e coisas diferentes!
      Tem problema não, a gente enverga , mas não quebra!
      Beijos lindona!

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  7. Camila Oliveira 19 de setembro de 2013 / 19:55

    Meu amor, que jornal de post, risos. Mas valeu a pena ler cada palavrinha, do que você passou e isso me comoveu muito, eu sinceramente não esperava que isso fosse acontecer contigo e nem que há esse tipo de coisa ai [ a gente fantasia muito os lugares, achamos que é outro planeta, mas é apenas um outro país], o bom é que já passou e serve de lição para ficar mais atenta e eles aprenderem que não se pode/deve fazer isso com todo mundo. Enfim, fica bem, beijos s2

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    • pammiksch 23 de setembro de 2013 / 19:47

      Hahahahahaha!
      Cá, ainda rolou uma edição ferrada! Nao deu pra ficar curto! Hahahahaha
      Brigada pela força amiga!
      Agora eu tô com os olhos bem abertos por aqui!
      Beijos

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  8. Ana 19 de setembro de 2013 / 23:28

    Eu li o post minuciosamente e fiquei com uma mistura de raiva e de querer fazer justiça com as próprias mãos, entende? Amiga, eu te admiro muito por vc ter o pensamento tão positivo, mesmo diante de coisas tão inoportunas. Você está mais que certa em não tirar dessa situação uma conclusão pra vida toda. Já aconteceu algo similar comigo, com uma caixa do supermercado que me deixou muito mal por alguns dias, mas depois ergui minha cabeça e pensei exatamente como vc. Bola pra frente e que estejamos preparadas, pois coisas pra nos desestruturar acontecerão sempre, seja aqui ou em qualquer outro lugar do mundo. Repito com palavras do funfo do coração, eu te admito muito e adorei a maneira como vc abordou o fato aqui no blog. Keep your head held high!
    Um beijo
    Ana

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    • pammiksch 23 de setembro de 2013 / 20:12

      Ana, minha linda!
      O que seria de mim ( e do blog) sem você?
      Sempre me botando pra cima e ajudando aqui nessa jornada! Brigada por fazer parte da minha vida!
      Eu tinha compartilhado a sua história, mas o link nao estava funcionando, mas agora consertei.
      Assim outras pessoas poderiam ver o que aconteceu com você e ver que injustiça não acontece só no metrô por aqui!
      Ser estrangeiro é difícil em qualquer lugar do mundo, o que nós infelizmente passamos, foi apenas a comprovação dessa teoria!
      Mas eu realmente espero que cada vez menos casos como os nossos aconteçam, por isso eu esperei uma semana pra escrever sobre isso, pra não espalhar nenhuma mensagem de rancor ou mágoa pelo o que aconteceu.
      Claro que foi muito chato, mas serviu de alerta pra mim e para outros e também serviu para que aprecie ainda mais cada gesto de carinho ou gentileza que eu receba aqui dos Limões!
      Beijo grande, Aninha!
      Muah! =***

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      • Ana 23 de setembro de 2013 / 20:31

        Pam, eu gosto de você de graça. Te acho uma menina linda e super inteligente. Nem nos conhecemos, mas vejo em ti uma menina cheia de garra! Fico feliz de podermos compartilhar nossas experiências por aqui, sejam elas boas ou ruins. É isso mesmo: uma dando força a outra sempre! Estarei sempre por aqui pra “te ler”!
        Bjo grande, querida!

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  9. Lola Maria 2 de novembro de 2013 / 22:12

    Pam,
    Não se envergonhe de nada, você sabe que não fez nada de errado e é isto que importa. E tenha certeza que gente ruim nós encontramos sempre, pessoas que não gostam de estrangeiros e nos tratam com hostilidade, mas nestas situações o melhor a se fazer é ignorar e levantar a cabeça e seguir em frente.
    E é o que a Aninha falou estamos aqui uma dando força para a outra sempre!
    beijos
    Lola

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    • pammiksch 2 de novembro de 2013 / 22:25

      Lola, escrever aqui no blog tem sido uma grande ajuda pra mim!
      Poder dividir meus sentimentos, um pouquinho do meu cotidiano, chorar um pouquinho as pitangas, tudo que eu tenho passado nesse processo de adaptação que não é nada fácil!
      Mas tenho conhecido tanta gente maravilhosa através dele, gente que me ajuda, que me conforta, que ri ou chora junto comigo aqui!
      Fico muito feliz que agora você chegou até aqui também!
      E é como você disse, estamos aqui pra dar força uma pra outra!
      Brigada pelas palavras e pelo carinho e saiba que pode contar comigo também, viu?
      Muitos beijos!

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